Tolerância de acessos de fava ao estresse salino
Carlos Eduardo Alves de Oliveira
Ufersa
Jéssica Christie Dantas de Oliveira
Salvador Barros Torres
Layza Mayrla Abreu Lima
Giovanna Dias de Sousa
Palavras-chave: Fabaceae,Phaseolus lunatus L., germinação, salinidade
Resumo
A salinidade limita a produção agrícola em regiões áridas e semiáridas, uma vez que o acúmulo de sais no solo prejudica a absorção de água e nutrientes, afetando a germinação, o crescimento e a produtividade das plantas. Com isso, objetivou-se avaliar a tolerância de 32 acessos de fava ao estresse salino durante a germinação e o crescimento inicial de plântulas. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e no Laboratório de Análises de Sementes da UFERSA, Mossoró, RN, utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 32 x 2, sendo 32 acessos de fava e duas concentrações de NaCl (0,5 e 9 dS m⁻¹). As variáveis analisadas incluíram emergência, índice de velocidade de emergência (IVE), comprimento da parte aérea (CPA), comprimento da raiz (CR), massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seca da raiz (MSR). Os dados foram submetidos à análise de variância (teste F, p < 0,05), com comparação de médias pelo teste Scott-Knott para acessos e teste t de Student para salinidade (p ≤ 0,05). A análise revelou efeito altamente significativo (p < 0,01) da salinidade, dos acessos e da interação entre ambos para todas as variáveis, com reduções expressivas sob estresse salino. A emergência foi reduzida em 27,6%, indicando impacto na germinação, embora os acessos 5, 6, 11, 12, 20, 24, 25 e 27 mantivessem taxas acima de 80%. Por outro lado, os ocessos 14, 15, 18, 21, 28, 29, 30 e 31 mostraram-se mais sensíveis. O IVE foi ainda mais afetado, com redução de 52%, causando atraso e desuniformidade na emergência. Os acessos 2, 3, 4, 5, 6, 11, 12, 25 e 27 mostraram-se mais tolerantes, enquanto 7, 13, 14, 15, 18, 21, 28, 29, 30 e 31 resultaram em maiores reduções. O CPA reduziu 62,8% e o CR aumentou 10%. Os acessos 5, 12, 13 e 16 foram mais tolerantes para CPA, e os de número 5, 6, 9, 11, 12, 25 e 27 destacaram-se para CR. A biomassa teve reduções significativas, tendo a MSPA reduzido em 47,1% e a MSR em 49,5%. Os acessos 5, 12 e 13 foram mais tolerantes para MSPA, enquanto os identificados por 5, 6, 11, 12, 25 e 27 destacaram-se para MSR. A salinidade comprometeu a emergência, o crescimento e a biomassa, no entanto, os acessos 5, 6, 11, 12, 25 e 27 mostraram-se mais tolerantes e os de números 14, 15, 18, 21, 28, 29, 30 e 31 os mais sensíveis.