Consórcio de alface com hortelã fertilizado com flor-de-seda (Calotropis procera) mais esterco bovino.
Antonio Lima
Ufersa
Paulo César Ferreira Linhares
Andréia Sampaio
Francica Dávila de Lima
Maria Joyce Do Nascimento Frutuoso
Palavras-chave: agricultura, produção agroecológica, planta medicinal, Planta horticola, Espécie espontânea
Resumo
A utilização de especies espontâneas do semiárido como fonte de adubo orgânico, é de suma importância para os agricultores que labutam nessa atividade, podendo ser utilizado de forma exclusiva ou em adição com outras fontes alternativas para fertilização do solo. Nesse sentido, objetivou-se estudar a consorciação de alface com hortelã fertilizada com flor-de-seda (Calotropis procera) mais esterco bovino. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido-UFERSA. O delineamento utilizado foi o de blocos completos casualizados em arranjo fatorial 4 x 2, com três repetições. Os tratamentos consistiram na combinação de quatro quantidades da mistura de flor-de-seda (Calotropis procera) com esterco bovino (0,0; 1,0; 2,0 e 3,0 kg m-2) com dois sistemas de cultivo (solteiro e consorciado). A proporção utilizada foi de 1:1 de flor-de-seda e esterco bovino. A cultura da hortelã foi colhida aos noventa dias após o transplantio, sendo avaliadas as seguintes características: altura da biomassa, produção de biomassa, número de molhos e massa seca. A colheita da alface foi realizada aos vinte e cinco dias após o transplantio, sendo avaliadas as seguintes características: altura de planta, massa verde e seca. A aplicação ao solo da mistura de adubos orgânicos, constituído por flor-de-seda (Calotropis procera) mais esterco bovino, contribuiu de sobremaneira para o aumento em produtividade, com valores máximos de 760,5 e 310,96 g m-2 para cultivo solteiro e consorciado, respectivamente, no consorcio de hortelã com alface na dose de 3,0 kg m-2. Na cultura da alface, os valores máximos foram de 893,83 e 344,30 g m-2 na produção de massa verde, no cultivo solteiro e consorciado com a cultura da hortelã, respectivamente, na dose de 3,0 kg m-2.