REAÇÃO DE ACESSOS DE BUCHA (Luffa cylindrica) INOCULADAS COM Meloidogyne javanica
Alessandra Nunes da Silva
Universidade Federal Rural do Semi-árido
Nynyve Thaynar Brito de Almeida
Lindomar Maria da Silveira
Aurélio Paes Barros Júnior
Palavras-chave: Resistência, Genótipos, Bucha vegetal, Nematoide de galhas.
Resumo
A Luffa cylindrica L. Roem., pertencente à família Cucurbitaceae e originária da Índia, é a espécie mais amplamente utilizada no Brasil, com potencial de uso em setores como o agrícola, alimentício, industrial, farmacêutico e de higiene. As cucurbitáceas, em geral, são suscetíveis a Meloidogyne spp., mas diferem quanto ao grau de adequação como hospedeiras. Assim, este estudo teve como objetivo caracterizar acessos da coleção de germoplasma de bucha vegetal (L. cylindrica) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), visando selecionar quanto à resistência a Meloidogyne javanica, determinando o fator (FR) e o índice de reprodução (IR). Os experimentos foram conduzidos na horta didática da universidade, utilizando delineamento em blocos completos casualizados, sendo 15 acessos de Luffa cylindrica, com 8 repetições mais a testemunha sem inoculação. Os tratamentos foram compostos por acessos de bucha vegetal, cada acesso foi inoculado individualmente com M. javanica. Para padrão de suscetibilidade, foi utilizado Abelmoschus esculentus, cultivar ‘Santa Cruz 47’ e para padrão de resistência, Crotalaria spectabilis. A resistência foi estimada a partir da quantificação do número total de ovos e de nematoides em diferentes estádios de desenvolvimento, seguida do cálculo do fator de reprodução e índice de reprodução. O FR apresentou variação entre 0,17 (B19) e 8,33 (B24). Já o IR, indicou níveis de resistência que variaram de suscetível à muito resistente, sendo a B24 (165,5%) a mais suscetível e a B19 (3,4%) a mais resistente. Esses resultados evidenciam a variabilidade entre os acessos, indicando potencial para o uso em programas de melhoramento para resistência a nematoides.