PROPRIEDADES QUÍMICAS E CARBONO DA BIOMASSA MICROBIANA (CBM) EM SOLO SOB APLICAÇÃO DE PÓ DE ROCHA

Davi Nascimento Maciel

UFERSA

Pablo Henrique de Almeida Oliveira

Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

https://orcid.org/0000-0001-9128-6179

Gisele Lopes do Santos

Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

https://orcid.org/0000-0002-1134-4672

Aurélio Paes Barros Júnior

Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

https://orcid.org/0000-0002-6983-8245

Lindomar Maria da Silveira

Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

https://orcid.org/0000-0001-9719-7417

Palavras-chave: Nutrientes, Remineralização, Fontes alternativas.


Resumo

O pó de rocha tem se destacado como uma alternativa promissora para a melhoria e qualidade do solo, especialmente em sistemas agrícolas onde buscam sustentabilidade e redução da dependência de fertilizantes químicos, pois pode modular a fertilidade, liberando nutrientes às plantas, propiciando crescimento e produtividade às culturas e, além disso, melhoram as propriedades físicas, físico-químicas, assim como a atividade biológica do solo. Dessa forma, seu uso se alinha a uma agricultura mais sustentável, que visa não somente a produtividade, mas também a conservação e manejo adequado dos recursos naturais. Assim, hipotetiza-se que a aplicação de doses de pó de rocha melhoram as propriedades químicas do solo, bem como, favorece o incremento da biomassa microbiana do solo. Com isso, objetiva-se com esse trabalho avaliar as propriedades químicas e o carbono da biomassa microbiana (CBM) em solo após o cultivo do algodão colorido. A pesquisa foi desenvolvida na fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). O experimento foi delineado em blocos casualisados, com 4 repetições. Os tratamentos foram constituídos por cinco doses de pó de rocha (0, 2.5, 5, 7.5 e 10 ton ha-1). A cultivar utilizada foi a BRS Jade, cultivar que apresenta coloração marrom claro e boa produtividade quando comparada à outras cultivares de algodão naturalmente colorido. Após a colheita do algodão, foram coletadas amostras do solo, ao final da colheita, correspondentes a cada parcela experimental, nas camadas de 0-20 cm, para realização de análises químicas e biológicas do solo. Foram determinadas as seguintes variáveis: pH, condutividade elétrica (CE), teores de Ca2+, Mg2+ e Al3+, P, K+ e Na+. Foi avaliado também o carbono da biomassa microbiana (CBM). Observou-se que o pó de rocha representa uma alternativa promissora devido ao seu efeito cumulativo e à liberação lenta de nutrientes no solo. Embora sua utilização não tenha apresentado diferença estatísticas significativas, é válido considerar seu uso como uma estratégia de manejo, contribuindo gradualmente para a melhoria da qualidade do solo.