A Reforma do Ensino Médio e os desafios da Física no atual currículo potiguar
Lúcio Da Silva Filho
Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa)
Karla Raphaella Costa Pereira
Palavras-chave: Física, Referencial Curricular do Ensino Médio Potiguar, BNCC, Ensino Médio
Resumo
A educação brasileira, especialmente o Ensino Médio, sempre foi alvo de disputas políticas. Como continuidade dessas disputas, deu-se a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), instituída pelas Resoluções CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, para Educação Infantil e Ensino Fundamental, e CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018, para o Ensino Médio; e a da Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, a conhecida reforma do Ensino Médio, originária de uma Medida provisória, principais políticas educacionais do nosso tempo para a última etapa da educação básica. Essas novas políticas exigiram alterações nos currículos das escolas, incidindo sobre a carga horária e os componentes de disciplinas específicas, como a Física. O objetivo geral deste plano de trabalho, nesse sentido, foi avaliar os fundamentos didático-pedagógicos do componente Física apresentados no Referencial Curricular do Ensino Médio Potiguar (RCEMP). Como resultados encontrados, o RCEMP demonstra um caráter pragmático ao valorizar como prioridade conteúdos práticos em contraste aos teóricos. O Referencial defende uma perspectiva cultural dos conteúdos em oposição a conteúdos de cunho científico, refletindo em um currículo pós-crítico, preocupando-se, quase exclusivamente, com uma formação para a inserção do jovem na reestruturação produtiva do capital, contrariando a uma formação integral defendida em seu discurso. Evidencia-se, assim, uma negligência dos conteúdos teóricos, contribuindo para a alienação e para a negação dos conhecimentos básicos necessários aos estudantes.