Avaliação do potencial antioxidante e anti-inflamatório da Cucurbitacina E sobre a polarização de neutrófilos humanos expostos ao extrato da fumaça de cigarro

Julianny Jales

UFERSA

Antoniel de Oliveira Soares

Micássio Fernandes de Andrade

Teresinha Silva de Brito

Palavras-chave: Cucurbitacina E, Neutrófilos, Espécies reativas de oxigênio, Armadilhas extracelular de neutrófilos


Resumo

A inalação da fumaça de cigarro pode causar um processo oxidativo e inflamatório no organismo humano, ocasionando diversos danos. Os neutrófilos são células importantes para a defesa primária do organismo, sendo capazes de formar Armadilhas Extracelulares de Neutrófilos (AENs) e de produzir espécies reativas de oxigênio (EROs), agravando os danos causados pela fumaça de cigarro. A Cucurbita maxima Duchesne, conhecida como abóbora, é usada como fonte alimentar, mas possui importância na medicina tradicional por apresentar bioativos naturais, como os triterpenos, especificamente a Cucurbitacina E. As sementes apresentam potencial farmacológico, sendo descritos seus efeitos antimicrobiano, anti-inflamatório, antioxidante e analgésico. O objetivo do trabalho foi investigar a atividade antioxidante e anti-inflamatória do composto Cucurbitacina E em neutrófilos humanos expostos ao extrato da fumaça de cigarro. A Cucurbitacina E (CuE) foi obtida comercialmente. Os neutrófilos foram coletados de indivíduos saudáveis (não fumantes) (CEP-UERN: 5.998.798). Foram realizadas análises de mensuração de produção de EROs por citometria de fluxo, utilizando a sonda fluorescente DCFDA (diacetato de 2′,7′-diclorofluoresceína), e mensuração de produção de AENs por espectrofluorímetro, utilizando a sonda PicoGreen. Para análise da produção de EROs e AENs, os neutrófilos foram estimulados com phorbol-12-miristato-13-acetato (PMA) como controle positivo e o difenileno-iodônio (DPI) foi utilizado como controle inibidor. Por meio da metodologia utilizada, a CuE não demonstrou atividade antioxidante em nenhuma das concentrações avaliadas (1, 3 e 30 µM) quando os neutrófilos foram expostos ao extrato da fumaça do cigarro (3, 5 e 10 %), assim como não apresentou atividade anti-inflamatória ao não reduzir a produção de AENs. Diante disso, a CuE não apresenta potencial antioxidante e anti-inflamatória em neutrófilos humanos. Contudo, estudos futuros utilizando outras metodologias de mensuração de EROs e AENs devem ser realizados a fim de confirmar tais achados.