Crescimento e trocas gasosas de genótipos de melão submetidos ao déficit hídrico

Paulo Ricardo Chagas Oliveira

Universidade federal Rural do Semi-árido

Cintya Mikaelly Pereira Gaia Souza

UFERSA

Anderson Soares da Silva

UFERSA

Edicleide Macedo da Silva

UFERSA

Glauber Henrique de Sousa Nunes

UFERSA

Palavras-chave: meloeiro, estresse hídrico, genótipo, crescimento vegetativo


Resumo

A cultura do melão (Cucumis melo L.) possui destaque no Nordeste brasileiro, principalmente no Rio Grande do Norte, que lidera a produção e exportação nacional. No entanto, o meloeiro é sensível ao estresse hídrico, o qual pode afetar de forma negativa suas características fisiológicas, reduzindo o seu  crescimento. Diante da necessidade de melhorar o uso da água e selecionar genótipos mais adaptados, o objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento e as respostas fisiológicas de genótipos de melão sob condições de estresse hídrico. O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em Mossoró-RN, utilizando um delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 5x3, combinando cinco genótipos com três níveis de reposição hídrica (50%, 75% e 100% da água disponível). Foram avaliados caracteres de crescimento (altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar) e trocas gasosas (taxa fotossintética, condutância estomática e transpiração). A análise de variância (ANOVA) revelou variação significativa entre os genótipos para altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar, indicando variabilidade genética para os caracteres de crescimento vegetativo. O estresse hídrico, por sua vez, apresentou efeito significativo sobre a altura da planta, número de folhas e a área foliar. Contudo, não houve interação significativa entre os genótipos e os níveis de reposição hídrica para nenhuma variável. Na comparação entre os tratamentos, o nível de reposição hídrica de 100% proporcionou as maiores médias para altura de planta (66,72 cm), número de folhas (51,560) e área foliar (4810,462 cm²). Os déficits hídricos de 50% e 75% causaram reduções significativas nessas variáveis. Os genótipos A-09 e A-52 demonstraram o maior vigor, com melhores resultados em número de folhas e área foliar, e o A-09, juntamente com o PI 234607, apresentou maior altura. Conclui-se que a escassez de água prejudica acentuadamente o crescimento vegetativo do meloeiro, e os genótipos A-09 e A-52 apresentam-se como alternativas promissoras para o cultivo em regiões com recursos hídricos limitados.