Reação de acessos de meloeiro quanto a resistência à Meloidogyne incognita
Bruno Vieira Dantas
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Francismária Freitas de Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
https://orcid.org/0009-0003-5132-2376
Camila de Souza Alves
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Edicleide Macedo da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
https://orcid.org/0000-0002-3196-6516
Glauber Henrique de Sousa Nunes
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
https://orcid.org/0000-0002-7189-2283
Palavras-chave: Cucumis melo L., melhoramento, resistência, nematoides, M. incognita
Resumo
O melão (Cucumis melo L.) é uma das principais culturas agrícolas do Nordeste brasileiro, destacando-se pela relevância econômica e social, especialmente no estado do Rio Grande do Norte, maior produtor nacional e importante polo exportador. Apesar do elevado potencial produtivo, a cultura enfrenta entraves fitossanitários, entre os quais se destacam os nematoides-de-galhas (Meloidogyne spp.), responsáveis por danos no sistema radicular, resultando em perdas de vigor, absorção de nutrientes e redução da produtividade. Entre as espécies de maior impacto está Meloidogyne incognita, amplamente distribuída nas regiões semiáridas e capaz de inviabilizar cultivos em áreas infestadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a reação de diferentes acessos de meloeiro à infecção causada por M. incognita, visando identificar fontes de resistência. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, no município de Mossoró-RN, em delineamento inteiramente casualizado, com dez genótipos de C. Melo, dois padrões de suscetibilidade (tomate e quiabo) e uma testemunha de resistência (Crotalaria spectabilis). Cada parcela foi composta por um vaso contendo uma planta, inoculada 15 dias após a semeadura com 2.500 ovos e diferentes estágios de desenvolvimento do nematoide. A extração da população final (PF) foi realizada aos 65 dias após a inoculação. Com base nos dados obtidos, calcularam-se o fator de reprodução (FR) e índice de reprodução (IR%). Os resultados evidenciaram ampla variabilidade genética entre os genótipos avaliados. Os acessos AC-18, AC-41, AC-42 e AC-51 apresentaram baixos valores de FR, sendo (0,26; 0,34; 0,33 e 0,30), respectivamente, caracterizando-se como resistentes e IR de (5,43%; 7,10%; 6,85% e 6,25%), respectivamente,sendo classificados como muito resistentes. Os genótipos AC-09 e PI124112 apresentaram reação moderadamente resistente para o IR com valores respectivos de 11,38% e 23,10%, porém sendo resistente (AC-09) e suscetível (PI124112) para o FR. Já os acessos C-14, C-82, PI124111 e AC-19 foram suscetíveis para a reação de FR, com alta multiplicação do patógeno. A testemunha Crotalaria spectabilis confirmou resistência elevada, servindo de parâmetro para os demais tratamentos. Os resultados confirmam a presença de variabilidade genética significativa no germoplasma avaliado, sendo que os acessos resistentes se destacam como promissores para programas de melhoramento voltados ao desenvolvimento de cultivares de melão resistentes e adaptadas às condições do semiárido.