Conservação pós-colheita de frutos de pitaya revestidos com biopolímero oriundo de palma forrageira
João Nathan Silva
UFERSA
Fabiana Barbosa do Nascimento
Raíres Irlenízia da Silva Freire
Anderson Rodrigo Luciano da Silva
Fred Augusto Lourêdo de Brito
Palavras-chave: Pós-colheita, Quitosana, Ácido ascórbico, Revestimento comestível.
Resumo
A pitaya vermelha (Hylocereus polyrhizus (Weber) Britton & Rose) é uma fruta altamente perecível, com rápida perda de massa devido a alta transpiração e redução da qualidade visual após a colheita. Revestimentos comestíveis representam alternativa sustentável para prolongar a conservação de pitayas inteiras uma vez que fazem uma barreira aos vapores de água e oxigênio. Este estudo avaliou o efeito de revestimentos à base de quitosana, isolada e combinada com ácido ascórbico, na qualidade pós-colheita de pitaya armazenada sob refrigeração. Frutos de pitaya foram colhidos em área de produção da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, 28 dias após a antese, onde foram higienizados com solução clorada a 100 ppm e após secos foram realizados 5 tratamentos: Controle (sem revestimento), Quitosana 3%, Quitosana 4%, Quitosana 3% + Ácido Ascórbico 1% e Quitosana 4% + Ácido Ascórbico 1%, durante 25 dias a 11 ± 2 °C, com análises a cada cinco dias. Não houve diferenças significativas no comprimento e diâmetro. A cor da casca manteve-se estável, garantindo boa atratividade visual. O teor de vitamina C apresentou variações, com maiores concentrações residuais nos tratamentos com ácido ascórbico, especialmente até o 15º dia. A acidez titulável reduziu progressivamente, mas foi melhor preservada nos frutos revestidos com quitosana associada a ácido ascórbico, enquanto o pH manteve-se estável (~4,0). Os sólidos solúveis e a relação SS/AT aumentaram ao longo do armazenamento, refletindo a maturação natural. Conclui-se que revestimentos de quitosana, principalmente quando combinados com ácido ascórbico a 1%, são eficazes para retardar a degradação de compostos bioativos e prolongar a vida útil da pitaya, configurando-se como alternativa promissora e sustentável para reduzir perdas no Semiárido.