Aplicativo para acompanhamento farmacoterapêutico
Lucas Alexandre Alves de Oliveira
UFERSA
Silvio Roberto Fernandes
Sérgio Ricardo Fernandes de Araújo
Paulo Gabriel Gadelha
Palavras-chave: Assistente farmacêutico virtual, MAUQ, Adesão ao tratamento
Resumo
Este plano de trabalho integra o projeto FarmacIA, um sistema de assistência farmacêutica composto por um front-end voltado à interação com o paciente e um back-end responsável pelo processamento das informações e recuperação de dados de bulas oficiais da Anvisa. O FarmacIA utiliza a técnica de Retrieval-Augmented Generation (RAG) para responder dúvidas de pacientes sobre medicamentos de forma segura e fundamentada, combinando a recuperação de trechos relevantes com a geração de respostas por modelos de linguagem. No contexto desse projeto, identificou-se a necessidade de incluir um módulo de acompanhamento da adesão ao tratamento, possibilitando que profissionais de saúde monitorem o engajamento terapêutico dos pacientes. Para isso, adotou-se o Medication Adherence Universal Questionnaire (MAUQ), instrumento validado internacionalmente que avalia o nível de adesão com base em 16 questões distribuídas em quatro dimensões: atitudes positivas em relação aos medicamentos e cuidados de saúde, falta de disciplina, aversão à medicação e atitudes proativas em relação aos problemas de saúde. As questões são apresentadas em formato afirmativo, e o paciente as avalia em uma escala de 1 a 7, variando de “discordo totalmente” a “concordo totalmente”. Este plano de trabalho concentrou-se no estudo do questionário, na análise de sua aplicabilidade no sistema e na implementação de um protótipo funcional em Python para registro de respostas e cálculo automático de índices de adesão. O protótipo apresenta as perguntas periodicamente, registra as respostas e gera scores parciais e gerais, permitindo identificar fragilidades no tratamento e fornecendo subsídios para a personalização do acompanhamento. Os resultados demonstram a viabilidade técnica da integração do MAUQ ao FarmacIA e apontam o potencial do uso de gamificação e de técnicas de inteligência artificial generativa como suporte à promoção do autocuidado e à melhoria da adesão ao tratamento.