Produção de variedades crioulas de milho (Zea mays L.) submetidas ao estresse salino
Mirna Candace Oliveira de Almeida
UFERSA
Francisco Vanies da Silva Sá
Miguel Ferreira Neto
Rayane Amaral de Andrade
Ricardo André Rodrigues Filho
Palavras-chave: Salinidade, Sementes tradicionais, Nutrição de plantas, Nutrição vegetal
Resumo
A salinização dos solos traz impactos econômicos e sociais negativos quanto à alimentação popular e o uso sustentável do solo e da água, afetando o desenvolvimento e rendimento de variedades de culturas importantes. As sementes crioulas são um importante recurso da agrobiodiversidade, por promoverem sementes com alta diversidade, maior capacidade de resistência e adaptação em seu ecossistema de desenvolvimento, e soberania alimentar e nutricional. O objetivo do experimento foi avaliar a produção de variedades crioulas de milho, adquiridas de coleções provenientes de guardiões de sementes crioulas pertencentes às comunidades rurais localizadas em municípios da região Oeste do estado do Rio Grande do Norte, em função da salinidade do solo. O experimento foi realizado em uma casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em Mossoró, no delineamento experimental inteiramente casualizado, com esquema fatorial 8 x 2, em cinco repetições. Os tratamentos foram constituídos pelo uso de 8 variedades crioulas de milho (Santana do Mato, Grão do sertão, Pela, Sol da manhã, Índio, Jaboatão, Pontinha e Logradouro), e submetidas a dois níveis de água de irrigação (S1= 0,5 dS m-1 (controle) e S2= 5,5 dS m-1). Avaliou-se a massa fresca foliar, massa fresca de caule, massa da espiga, clorofila total, e clorofila A e B. O desenvolvimento de massa fresca (caule e foliar) e massa das espigas das variedades tiveram aumento no tratamento de solo salino, em comparação com as médias da salinidade de controle, ao contrário da clorofila total. As variedades obtiveram melhor teor de clorofila A e B na salinidade de controle.