Utilização de mídias móveis no levantamento quali-quantitativo de arborização urbana

Sthefanny Jordana Costa de Oliveira

UFERSA

Rejane Tavares Botrel

UFERSA

https://orcid.org/0000-0001-9908-1450

Vinicius Gomes de Castro

UFERSA

Palavras-chave: Métodos digitais, Manejo sustentável, Biodiversidade, Dendrologia, Arborização Urbana


Resumo

O estudo analisou a arborização urbana de duas ruas localizadas no município de Mossoró-RN, comparando os métodos de identificação de espécies por diferentes abordagens. Foram aplicados três métodos: o remoto, utilizando as ferramentas Google Maps e o Google Lens; o presencial, com apoio de aplicativos móveis como (PlantNet, iNaturalist, Agrobase); e o presencial com o uso tradicional de identificação, por meio de chaves dendrológicas. O trabalho propôs avaliar a eficiência e a precisão de ferramentas digitais na caracterização da identificação de especies na arborização urbana em ambiente semiárido. A partir dos dados obtidos, foi possivel fazer uma analise comparativa dos métodos com ferramentas gigitais em relação ao método tradicional. O método remoto apresentou limitações significativas, com um alto indice de indivíduos não identificados, devido à baixa resolução e ausência de detalhes morfológicos nas imagens. Em contrapartida,os dados do método presencial com apoio dos aplicativos móveis, obteve uma redução nesse grau de imprecisão, com desempenho satisfatório, destacando-se o aplicativo PlantNet pela sua maior precisão e confiabilidade nos dados obtidos. Contudo, ficou evidente que o método tradicional demonstrou resultados de maior confiabilidade, oferecendo identificação mais exata e permitindo observação detalhada das características morfológicas das espécies. Conclui-se que a articulação entre as ferramentas digitais e a abordagem clássica tradicional é fundamental, mas ainda não é totalmente confiável. As novas tecnologias digitais vieram para tornar mais eficiente o uso prático no trabalho e em campo, assim ampliando o acesso à informação, mas ficou evidente que não substituem o conhecimento técnico da identificação dendrológica de um profissional. Porém o uso de novas ferramentas não deve ser descartado pois a integração metodológica entre as abordagens digitais e tradicionais poderá ser essencial para o manejo sustentável, o planejamento urbano e o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade em um futuro próximo.