POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE MICROVERDES DE RÚCULA CULTIVADOS NO SEMIÁRIDO

Selton Henrique de Paiva Sá

UFERSA

Beatriz Táglia Ferreira da Silva

Effran Cilma Magania Koueno

Joan Carlos Santos Assis

Patrícia Lígia Dantas de Morais

Palavras-chave: Eruca sativa L., microverdes, compostos bioativos


Resumo

Este trabalho avaliou o desempenho agronômico, os compostos bioativos e a atividade antioxidante de microverdes de rúcula cultivados em ambiente protegido no semiárido nordestino, com o objetivo de verificar sua viabilidade nutricional e produtiva em condições de baixo custo e manejo simples. O experimento foi realizado na UFERSA, campus Mossoró-RN, utilizando bandejas com substrato comercial Carolina Soil®, irrigadas manualmente e com colheita aos 11 dias após a semeadura. Os microverdes apresentaram crescimento uniforme, com média de 0,26 g de massa fresca, 0,065 g de massa seca e 4,3 cm de altura, além de equilíbrio nas variáveis sólidos solúveis de 4,7% e acidez de 0,72%. Destacaram-se pelo elevado teor de vitamina C (184,85 mg/100g), pigmentos fotossintéticos (clorofila total de 49,10 µg/g) e capacidade antioxidante, avaliada em 9,02 µmol Trolox/g pelo método ABTS e 1,06% de inibição pelo método DPPH, reafirmando seu potencial como alimento funcional. Os resultados demonstram que o cultivo de microverdes de rúcula em condições semiáridas é eficiente, nutritivo e sustentável, configurando-se como uma alternativa promissora para a agricultura familiar e em consonância com os objetivos de desenvolvimento sustentável.