POTENCIAL DE BIODEGRADAÇÃO DE POLIETILENO POR BACTÉRIAS ISOLADAS DO LITORAL POTIGUAR

Isabelly Medeiros do Nascimento

Ufersa

Victor Rodrigues de Alencar Daxo

Lidianne Leal Rocha

Palavras-chave: plastisfera, Biorremediação, Atividade Enzimática


Resumo

A poluição por plásticos é um grave problema global que afeta principalmente os ecossistemas marinhos, comprometendo a biodiversidade e equilíbrio ecológico. Diante desse cenário, estratégias sustentáveis têm sido buscadas, e a biodegradação surge como alternativa promissora. Com a utilização de bactérias na biodegradação, torna-se possível minimizar os impactos relacionados aos resíduos plásticos presentes no ambiente, uma vez que alguns desses microrganismos possuem capacidade de produzir enzimas como lacases, esterases e lipases, que desempenham uma função crucial na degradação destes polímeros. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial dos microrganismos que compõem a plastisfera de resíduos coletados na Praia das Emanuelas, em Tibau-RN, na biodegradação de polietileno. Após reativação das colônias em meio líquido e isolamento em placas com ágar nutritivo adicionados 1,8% de NaCl (p/v), foi realizada a caracterização morfológica e tintorial dos microrganismos, além da avaliação da atividade enzimática. No total, 32 isolados apresentaram diversidade morfológica e respostas variáveis à coloração de Gram, sendo a maioria classificada como: estafilococos gram-positivos, cocos gram-negativos, bastonetes gram-negativos, e alguns apresentaram-se como bastonetes gram-positivos, estreptococos gram-positivos e negativo, diplococos gram-negativos e cocos gram-positivos. Os testes revelaram que 13 isolados foram positivos para lacase, enquanto 18 apresentaram atividade esterase com Tween 20, com índices enzimáticos variando de 1,6 a 2,6. E nenhum isolado demonstrou atividade lipolítica com Tween 80 nas condições testadas. Ensaios de degradação do polietilenoglicol indicaram formação de halos em 13 isolados, com índices enzimáticos entre 1,1 e 1,7. Esses resultados evidenciam o potencial biotecnológico dos microrganismos da plastisfera para estratégias futuras de biorremediação de plásticos em ambientes marinhos.