Comportamento enzimático de Canavalia ensiformis inoculada com Macrophomina pseudophaseolina

Raissia Andressa Morais da Costa

ufersa

Moisés Bento Tavares

Naama Jéssica de Assis Melo

Andréia Mitsa Paiva Negreiros

Rui Sales Junior

Palavras-chave: Enzimas, Feijão-de-porco, Fungo, Inoculação, Patógeno radicular


Resumo

O Estado do Rio Grande do Norte é o maior produtor de cucurbitáceas do Brasil, com ênfase ao melão. O cultivo intensivo dessa espécie tem favorecido o surgimento de doenças radiculares, como a podridão de raízes e declínio de ramas (PRDR), associada principalmente aos fungos Monosporascus cannonballus (MC) e Macrophomina pseudophaseolina (MPP) O manejo integrado de doenças de plantas é uma prática sustentável, e tem sido bastante usado pelos produtores de cucurbitáceas nessa região. A adubação verde com o feijão-de-porco (FP) tem se tornado uma opção pelos produtores. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento enzimático de plantas de Canavalia ensiformis (FP) inoculadas e não inoculadas com MPP (isolado de raízes de meloeiro) em solo e substrato autoclavado, mantidos em casa de vegetação sob temperatura média de 28,5 °C. Nos períodos de avaliação (7, 14, 21, 28 e 35 dias após transplantio - DAP), as raízes e folhas de FP foram coletadas para o preparo dos extratos e determinação das atividades enzimáticas de Quitinase (QT), β-1,3-Glucanase (BG) e Fenilalanina Amônia-Liase (FAL) por métodos colorimétricos padronizados. Para a avaliação foliar, houve um aumento da atividade da Beta-glucanase nos tempos avaliados, no entanto, para a FAL e a quitinase houve um aumento seguida da redução de suas atividades. Para a avaliação nas raízes, houve um aumento ao longo dos dias para a atividade da BG e FAL, nos tratamentos inoculados com a Macrophomina. Entretanto, para a QT houve um aumento, seguida da redução da sua atividade. Na BG, houve uma interação entre os fatores estudados aos 7 e 14 DAP. Não obstante, observou-se uma maior atividade enzimática nas raízes em relação as folhas no tratamento inoculado, em ambos os períodos avaliados, assim como uma houve maior atividade no tratamento inoculado nas folhas em relação as raízes. Para a FAL, se verificou uma interação entre os fatores estudados aos 7 e 21 dias após o transplantio. Ainda que se tenha observado uma maior atividade enzimática nas raízes em relação as folhas no tratamento inoculado, em ambos os períodos avaliados, assim como houve uma maior atividade no tratamento inoculado nas raízes em relação as folhas. Em contrário, para a BG, houve uma interação dos fatores estudados somente aos 7 e 35 DAP.  Sendo verificada uma maior atividade enzimática nas raízes em relação as folhas, em ambos os períodos avaliados. Concluímos assim, que existe interações enzimáticas em plantas de FP quando inoculadas com MPP. Estudos posteriores devem ser realizados para verificar a inferência delas na colonização de MPP.