Crescimento e produção de biomassa de Moringa oleifera sob diferentes lâminas de irrigação e níveis de salinidade da água no Semiárido brasileiro

João Nathan Silva

UFERSA

José Francismar de Medeiros

Amanda Nayara de Melo Costa

Wedson Aleff Oliveira da Silva

Palavras-chave: Moringa oleifera; Salinidade; Estresse hídrico; Biomassa; Irrigação


Resumo

A agricultura do Semi-Árido brasileiro enfrenta constantes desafios tanto na questão da escassez hídrica quanto da salinização dos solos. Tendo em vista esses problemas, avaliou-se o crescimento e a produção de biomassa de Moringa oleifera Lam. sob diferentes lâminas de irrigação e níveis de salinidade da água. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró-RN (5°12'48"S, 37°18'44"O, 37 m de altitude, entre 2022 e 2024, em delineamento em blocos inteiramente casualizados os tratamentos consistiram na introdução de três lâminas de irrigação (L1 = 0,33 ETc; L2 = 0,67 ETc; L3 = 1,00 ETc), utilizando águas com três níveis de salinidade (S1 = 0,5; S2 = 2,5; S3 = 4,5 dS m⁻¹). O experimento foi delineado em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial 3×3 + 1, com quatro repetições, incluindo um tratamento adicional sem irrigação. Posteriormente foram realizadas coletas em períodos distintos (pós-chuvoso e seco) para realizar análise de variáveis de crescimento, biomassa e parâmetros fisiológicos. Os resultados obtidos indicam efeito significativo da interação entre irrigação e salinidade, sendo possível destacar maior acúmulo de massa seca e fresca sob condições que apresentavam menor salinidade e irrigação constante, outro ponto importante observado foi que devido a restrição hídrica e juntamente com a elevada salinidade, resultaram na redução. O tratamento S2L3 (salinidade intermediária de 2,5 dS m⁻¹ associada à irrigação plena) apresentou os maiores valores de massa fresca e seca. Por outro lado, a combinação L1S3 constituiu a condição mais restritiva, resultando nos menores índices de crescimento entre os tratamentos avaliados. Sendo, portanto, possível concluir que a M. Oleifera apresenta potencial para que seja cultivada em condições de semiárido, mas deve se atentar as suas limitações no quesito da combinação de estresse hídrico e salino.