Modulação do perfil de monócitos pelo bloqueio da ECA e AT1R em pacientes hipertensos tabagistas
Manuella Moreira Gambiragi
UFERSA
Tiago Ian Regis Vidal
José Roberto Augusto dos Santos
Iviny Iege Macedo Henrique
Emanuel Kennedy Feitosa Lima
Palavras-chave: Monócitos, Enzima Conversora de Angiotensina, Tabagismo, Inflamação
Resumo
Monócitos e macrófagos desempenham papel central na resposta imune, participando da fagocitose e da regulação inflamatória frente a danos teciduais. A fumaça do cigarro contém substâncias tóxicas e pró-oxidantes que promovem inflamação e estresse oxidativo em sistemas como cardiovascular e pulmonar. O sistema renina angiotensina tem sido apontado como um importante regulador da resposta de fagõcitos em processos inflamatórios. Portanto, objetivou-se investigar como a modulação desse sistema pode influenciar nos monócitos de sangue periféricos de pacientes hipertensos e tabagistas. (CEP: 6.859.452). Para tanto, voluntários maiores de 18 anos atendidos no Ambulatório de Cardiologia da UFERSA, foram divididos em grupos: Controle (não fumantes e normotensos), Não Fumantes Hipertensos em uso de Enalapril (NF+Enala), Não Fumantes Hipertensos em uso de Losartana (NF+Losa) e Fumantes Hipertensos em uso de Losartana (F+Losa). Após triagem clínica e coleta de sangue periférico, foram analisados monócitos em lâminas coradas com May-Grünwald-Giemsa. Fora avaliados também dados de indice de massa cosporea, perfil de sexo e idade desses individuos. Valores expressos em médias ± erro padrão; p<0,05 considerado significativo. A média de idade foi semelhante entre os grupos (Controle: 56 ± 11; NF+Enala 56,3 ± 3,2; NF+Losa 61,5 ± 3,7; F+Losa 51,5 ± 1,5 anos). O IMC também não apresentou diferenças significativas (Control: 25,6 ± 1,5; NF+Enala 32,9 ± 2,3; NF+Losa 34,0 ± 1,9; F+Losa 32,3 ± 1,6 kg/m²). O número de leucócitos sanguíneos foi maior no grupo F+Losa (16.643 ± 4.04 cel/mL) quando comparado com todos os demais grupos (Controle: 8.333 ± 956,3; NF+Enala: 6.583 ± 532,5; NF+Losa: 8.295 ± 1239; p<0,05). A contagem diferencial de monócitos demonstra igualdade entre os grupos: Controle (4,5 ± 0,5 cell/campo) NF+Enala (3,1 ± 0,4 cell/campo), NF+Losa, (6,1 ± 0,6 cel/campo) e F+Losa 4,5 ± 0,0 cel/campo). Os resultados mostram que não há alteração do perfil dos monócitos mesmo modulando com medicações da classe BRA ou iECA quando há HAS.