Indicadores agroeconômicos do coentro adubado com jitirana, flor-de-seda e esterco caprino em ambiente semiárido
Joaquim da Silva Assis Filho
Elizangela Cabral dos Santos
Francisco Bezerra Neto
Jailma Suerda Silva de Lima
Larissa Nicácio Pessoa
Palavras-chave: Array, Array, Array, Array
Resumo
O coentro (Coriandrum sativum L.) é uma herbácea anual de grande importância alimentar e socioeconômica, cujo cultivo no semiárido brasileiro ainda é conduzido de forma empírica, carecendo de práticas que melhorem sua qualidade e produtividade. A adoção de técnicas sustentáveis, como o uso de adubos verdes, contribui para a manutenção da matéria orgânica e dos nutrientes do solo, reduzindo o uso de agroquímicos, os custos de produção e os impactos ambientais. Nesse contexto, espécies espontâneas da Caatinga, como jitirana (Merremia aegyptia L. Urban) e flor-de-seda [Calotropis procera (Ait.) Urb.], além do esterco ovino, têm se destacado como alternativas viáveis para a produção orgânica de hortaliças. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar indicadores agroeconômicos do coentro, utilizando quantidades equitativas de jitirana, flor-de-seda e esterco ovino, em ambiente semiárido. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró – RN, utilizando delineamento em blocos casualizados, com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos consistiram de diferentes quantidades equitativas de jitiran, flor-de-seda e esterco ovino: 15, 30, 45, 60 e 75 t ha-1 em base seca e um tratamento adicional: sem adubação. As características avaliadas foram: altura de plantas (AP), número de haste (NH), relação folha/haste, número de molhos (NM m²), massa seca da parte aérea (MSPA) e rendimento de massa verde (RMV). Além disso, foram avaliados a renda bruta (RB), renda líquida (RL), taxa de retorno (TR) e índice de lucratividade (IL). Os dados foram submetidos a uma análise univariada de variância, utilizando o teste F, ao nível de 5% de probabilidade pelo software SAS, para comparar o valor médio de máxima eficiência agroeconômica, com os tratamentos com fertilizantes orgânicos misto e testemunha. Posteriormente, um procedimento de ajustamento de curva de regressão foi realizado utilizando o software Table Curve 2D, para estimar o comportamento de cada característica em função das quantidades equitativas dos fertilizantes orgânicos misto utilizados. A máxima eficiência agronômica de 12,19 cm para AP; 6,20 NH; 3,5 molhos m2, 0,51 t ha-1 para MSPA e 3,54 t ha-1 para o RMV e econômica de R$ 42.453,82 para a RB; R$ 15.455,62 para a RL; 1,56 por cada real investido na TR; foram alcançadas com a utilização da maior quantidade dos fertilizantes orgânicos mistos testados (75 t ha-1), exceto o IL que apresentou valores de 36,14% na dose 67,19 t ha-1. Assim, conclui-se que a aplicação de 75 t ha⁻¹ de fertilizantes orgânicos mistos maximizou a produtividade e a rentabilidade do coentro, evidenciando que a combinação de jitirana, flor-de-seda e esterco ovino é eficiente, rentável e contribui para a melhoria do solo. Todavia, novos estudos são necessários para definir a quantidade ideal.