a REAÇÃO DE ACESSOS DE BUCHA (Luffa cylindrica) INOCULADAS COM Meloidogyne incognita
REAÇÃO DE ACESSOS DE BUCHA (Luffa cylindrica) INOCULADAS COM Meloidogyne incognita
Diego Mendonça Santos
ufersa
Aurélio Paes Barros Júnior
Lindomar Maria da Silva
Nynyve Thaynar Brito de Almeida
João Everthon da Silva Ribeiro
Palavras-chave: Bucha vegetal, nematoides, Genótipos
Resumo
A Luffa cylindrica (bucha vegetal) é uma planta trepadeira herbácea de origem indiana, valorizada por suas aplicações alimentícias, medicinais, industriais e, principalmente, ambientais, destacando-se pela produção de fibras naturais. Devido à sua rusticidade e resistência à condições adversas do solo, a bucha vegetal tem potencial promissor como porta-enxerto em outras cucurbitáceas. Essa aplicação é relevante, pois as cucurbitáceas são frequentemente hospedeiras do nematoide das galhas, da espécie Meloidogyne incognita. Esse patógeno está entre os de maior impacto econômico, causando galhas nas raízes e comprometendo a absorção de nutrientes, levando a perdas de rendimento. O manejo de nematoides se beneficia de métodos como a resistência genética, tornando a busca por genótipos resistentes um foco central. O objetivo deste estudo foi identificar acessos de Luffa cylindrica resistentes a M. incognita para uso futuro como porta-enxertos. O experimento foi conduzido na UFERSA, em Mossoró-RN, utilizando 15 acessos de L. cylindrica cultivados em vasos, inoculados com 5.000 ovos e juvenis em diferentes estádios do nematoide. A resistência foi avaliada pelo fator de Reprodução (FR) (População Final/População Inicial) e pelo Índice de Reprodução (IR). Genótipos com FR < 1 são considerados resistentes. Os resultados revelaram ampla variação entre os acessos na suscetibilidade. Os acessos B21 (FR = 0,23) e B23 (FR = 0,20) apresentaram a maior resistência, com o menor número de ovos e nematoides, sendo classificados como altamente resistentes pelo IR (1,0% e 0,9%, respectivamente). Em contraste, o acesso B13 foi o mais suscetível (FR = 9,41). No geral, 60% dos acessos avaliados demonstraram algum nível de resistência. Os acessos B21 e B23 são fontes genéticas valiosas para programas de melhoramento, pois sua alta resistência pode ser fixada mais facilmente. Em conclusão, os acessos B6, B12, B15, B18, B19, B21, B22, B23 e B24 foram identificados como resistentes a M. incognita, sendo B21 e B23 sendo os mais promissores para uso como porta-enxertos resistentes em cucurbitáceas