Um Tratamentos pré-germinativos em sementes de Cenostigma pyramidale (Tul.) Gagnon & G.P. Lewis sob déficit hídrico

Tratamentos pré-germinativos em sementes de Cenostigma pyramidale (Tul.) Gagnon & G.P. Lewis sob déficit hídrico

Antonia Yasmim Rocha da Costa

UFERSA

Pablo Ferreira da Silva

Yara Kellyane Leite Guimaraes

Aline Vanessa Avelino de Freitas

Clarisse Pereira Benedito

Palavras-chave: Fabaceae, Caatinga, Estresse Abiótico, Sementes Florestais.


Resumo

Cenostigma pyramidale mais conhecida como catingueira é uma espécie nativa do Bioma Caatinga e se destaca pela importância ecológica e econômica. No entanto, fatores abióticos, como o déficit hídrico, podem comprometer o desempenho das suas principais funções, principalmente nas fases iniciais da germinação e crescimento de plântulas. Neste sentido, o uso de mitigadores no pré-tratamento de sementes pode ser uma alternativa promissora para amenizar os efeitos prejudicais provocados pelo déficit hídrico. Diante disso, objetivou-se avaliar a eficácia de tratamentos pré-germinativos na mitigação do déficit hídrico simulado com soluções de polietilenoglicol (PEG 6000) durante a germinação e desenvolvimento inicial de plântulas de catingueira. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com quatro repetições de 25 sementes. Os tratamentos foram compostos por: T1 (controle), T2 (-0,1 MPa), T3 (-0,2 MPa), T4 (-0,1 MPa + ácido salicílico); T5 (-0,2 MPa + ácido salicílico); T6 (-0,1 MPa + ácido giberélico); T7 (-0,2 MPa + ácido giberélico); T8 (-0,1 MPa + hidrocondicionamento) e T9 (-0,2 MPa + hidrocondicionamento). As sementes dos tratamentos T4, T5, foram submetidas a pré-embebição durante 12 horas em ácido salicílico (1 mM.L-1), T6 e T7 em ácido giberélico (0,5 mM.L-1) e T8 e T9 hidrocondicionamento por 12 horas (água destilada). As variáveis morfofisiológicas analisadas foram a germinação, primeira contagem de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento radicular e da parte aérea, massa seca da raiz e parte aérea das plântulas. O déficit hídrico no menor potencial de -0,1 MPa não comprometeu a germinação de C. pyramidale, mas prejudicou o vigor. O hidrocondicionamento e o ácido giberélico proporcionaram melhorias no vigor das plântulas.