ENDOPARASITOS EM EQUÍDEOS ATENDIDOS, NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UFERSA, RN, BRASIL

Maria Eduarda Rodrigues Conceição

Ufersa

Virgínia Segundo Porto

Nadja Nayane Rodrigues Gonçalves

Bruna Rafaela Medeiros Gomes

Josivania Soares Pereira

Palavras-chave: Endoparasitos, Cavalo, Parasitismo, Muar, Asininos


Resumo

A equideocultura possui grande relevância econômica e social no agronegócio brasileiro, movimentando bilhões anualmente e gerando milhões de empregos. No entanto, o manejo predominante em regime extensivo, aliado à contaminação frequente das pastagens, favorece a ocorrência de parasitoses gastrointestinais, que comprometem o desempenho, o bem-estar e a saúde dos animais. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar endoparasitos de equídeos atendidos, no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (HOVET/UFERSA), bem como realizar a distribuição da frequência de positividade dos parasitos encontrados nos animais. Todos os procedimentos adotados, na presente pesquisa, seguiram as normas descritas pela Comissão de Ética no Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (CEUA-UFERSA), sob parecer 22/2024, PIA10013-2024. Realizou-se coletas de fezes diretamente da ampola retal, durante atendimento clínico no HOVET/UFERSA  de 28 equídeos, 22 Equus caballus Linnaeus, 1758, 4 Equus asinus Linnaeus, 1758 e 2 Muar. Na ocasião dos atendimentos, os animais eram encaminhados para brete de contenção para a coleta das amostras. As amostras foram enviadas ao Laboratório de Parasitologia Animal (LPA) da UFERSA para diagnóstico coproparasitológico. Foi realizado OPG (Contagem de ovos por gramas de fezes), segundo Gordon e Withlock (1939), modificado por Chagas et al. (2011); e coprocultura (ROBERTS; O’SULLIVAN, 1950). A identificação dos ovos, cistos e oocistos foi realizada por morfologia auxiliada por microscopia óptica de luz e literatura específica. Das 30 amostras analisadas obteve-se uma positividade de 82,1% (23/30) de endoparasitos. Dentre eles identificou-se, ovos do tipo Strongyloides spp. e Strongyloidea; larvas L3 de Cyathostomum tipo A, de Strongyloides spp. e Strongylus vulgaris  Looss, 1900. Como resultado teve maior prevalência de 79,6% (18/30) para larvas L3 de Cyathostomum tipo A e positividade de (22/30) para ovos do tipo Strongyloidea. Além disso, a espécie asinina, obteve médias superiores de 858,3 para mesmo tipo de ovos, em relação as outras espécies.