Achados de radiografia toráxica em cães Infectados por Dirofilaria immitis
Fernando Lucas Costa Silva
João Marcelo Azevedo de Paula Antunes Antunes
Moisés Dantas Tertulino
Beatriz Rodrigues Cruz
Letícia Cely Vieira de Medeiros
Palavras-chave: Array, Array, Array
Resumo
A dirofilariose corresponde a uma cardiopatia parasitária, de potencial zoonótico e que tem como hospedeiros definitivos canídeos domésticos e selvagens. Essa enfermidade é causada pela Dirofillaria immitis, um nematódeo, cuja transmissão ocorre mediante repasto sanguíneo, entre indivíduos doentes e sadios, realizados por mosquitos, dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. Sendo assim, por ser uma enfermidade de maior prevalência em regiões de clima tropical, sobretudo com maior prevalência da infecção em áreas costeiras, e por ser diretamente responsável por causar alterações significativas no sistema cardiopulmonar dos cães, são fatores que justificam o uso da radiografia toráxica como forma de estadiamento do grau de comprometimento cardiopulmonar de cães, portadores da doença, que compõem a população da cidade de Mossoró. Dessa maneira, foram usados 8 cães diagnosticados com a enfermidade mediante resultado positivo ao teste imunocromatográfico para a detecção de antígenos da Dirofilaria immitis (Dirofilariose Ag Test Kit, Alere®). Posteriormente, diante dos resultados obtidos no exame clínico, nas análises clínicas, laboratoriais e a realização de exame de ecocardiograma, foi possível estadear os animais nos seguintes grupos: 5 (62,5%) animais com baixa infecção, 2 (25%) com infecção moderada e 1 (12,5%) com infecção grave. Quanto aos achados de radiografia toráxica, notou-se a ocorrência de padrões pulmonares variados, destacando-se a ocorrência do padrão broncointerticial em 62,5% (5/8) dos casos, padrão intersticioalvelar em 25% (2/8) e padrão alveolar em 12,5% (1/8). Além do mais, 50% (4/8) possuíam aumento cardíaco direito; 25% (2/8) possuíam sinais de dilatação de artérias pulmonares, aumento de silhueta hepática em 12,5 % (1/8) dos pacientes, além da ocorrência de quadro de ascite em 25% (2/8) dos enfermos. No que tange a sintomatologia observada nesses pacientes, tosse não produtiva e cansaço foram as sintomatologias mais observadas, estando esses presente, e em 75% (6/8) dos indivíduos avaliados, seguida de alterações de ausculta cardíaca em 25% (3/8) dos cães e ascite em 25% dos pacientes. Por fim, a radiografia torácica demonstra ser um exame acessível, com valia diagnóstica na caracterização de alterações vasculares e do parênquima pulmonar decorrentes da doença, ainda que sutis, e que pode ser utilizada na rotina como importante ferramenta de complementação diagnóstica.