Avaliação do potencial anti-inflamatório e antioxidante do extrato da abóbora (Cucurbita maxima) em neutrófilos humanos expostos ao extrato da fumaça do cigarro

Julianny Almeida Jales

Amanda Estevam Carvalho

Antoniel de Oliveira Soares

Micássio Fernandes de Andrade

Teresinha Silva de Brito

Palavras-chave: Array, Array, Array, Array


Resumo

Introdução: A inalação da fumaça de cigarro pode causar um processo oxidativo e inflamatório no organismo humano, ocasionando uma resposta do sistema imunológico em conjunto com diversos danos. Os neutrófilos são células importantes e relevantes para a defesa primária do organismo, sendo capazes de fagocitar os patógenos presentes no tecido danificado, de formar armadilhas extracelulares dos neutrófilos (NETs) e de produzir espécies reativas de oxigênio (ROS), agravando o estresse oxidativo causado pela fumaça de cigarro. A Cucurbita maxima Duchesne, conhecida popularmente como abóbora, é usada como fonte alimentar, mas possui raízes na medicina tradicional como planta medicinal por apresentar bioativos naturais. As suas sementes apresentam potencial farmacológico, sendo descritos seus efeitos antimicrobiano, antiparasitário, anti-inflamatório, antioxidante e analgésico. Objetivo: Investigar a atividade antioxidante e anti-inflamatória do extrato hidroalcoólico da semente de C. maxima em neutrófilos humanos expostos ao extrato da fumaça de cigarro. Material e Métodos: Foi utilizado cultivar comercial de C. maxima para obtenção do extrato hidroalcoólico. Os neutrófilos foram coletados de indivíduos saudáveis (não fumantes). Foram realizadas análises de citotoxicidade e mensuração de produção de ROS por citometria de fluxo, sendo utilizados  os seguintes grupos experimentais: Controle Negativo (CN), Controle Solvente (CS), Extrato da Fumaça de Cigarro (CSE: 3; 5 e 10%), Extrato da Semente de Abóbora (ESA: 0,01; 0,1 e 1 mg/mL). Para análise da produção de ROS, os neutrófilos foram estimulados com phorbol-12-miristato-13-acetato (grupo PMA) como controle positivo e o difenileno-iodônio foi utilizado como controle inibidor (grupo DPI). Resultados: O ESA apresentou uma viabilidade celular acima de 90% nas concentrações avaliadas, induzindo  baixa porcentagem de morte celular (apoptose e necrose). O grupo CSE 10% apresentou uma alta taxa de morte celular (90%). O ESA nas concentrações de 0,1 mg/mL e 1 mg/mL foi capaz de inibir a produção de ROS em neutrófilos após estímulo com PMA (p<0,05).  enquanto que os resultados de mensuração de produção de ROS demonstraram que as maiores concentrações avaliadas do ESA possui uma atividade antioxidante. Conclusão:  ESA não apresenta toxicidade em neutrófilos humanos nas concentrações avaliadas e  possui potencial antioxidante. 


Referências