Filmes mistos de fécula de mandioca e cera de abelha saponificada homogeneizados por ultrassons
Maria Israele Silva de Sousa
Ricardo Henrique de Lima Leite
Edna Maria Mendes Aroucha
Francisco Klebson Gomes dos Santos
Rivaldan da Silva Ferreira
Palavras-chave: Array, Array, Array, Array
Resumo
Os bioplásticos, frequentemente feitos de biopolímeros como a fécula de mandioca, oferecem uma barreira eficaz para prolongar a vida útil dos alimentos. No entanto, estes tendem a ser frágeis e hidrofílicos, necessitando da adição de plastificantes como o glicerol e agentes hidrofóbicos como a cera de abelha para melhorar suas propriedades. A incorporação de ceras a uma matriz hidrofílica de biopolímero leva a um aumento da opacidade e alteração de cor dos materiais. Tensoativos como a cera saponificada e o uso de ultrassons podem melhorar a dispersão da cera nos biopolímeros. Neste estudo foram avaliados os efeitos do percentual de saponificação da cera de abelha e do tempo de sonicação na cor e opacidade de filmes de fécula de mandioca. Em relação à cor, foram utilizados os parâmetros L, a e b para a análise. Os efeitos do tempo de sonicação e porcentagem de saponificação da cera para o parâmetro L apresentou um aumento quando o tempo de sonicação e porcentagem de cera saponificada aumentam, segundo uma variação linear. Para o parâmetro a de cor em relação aos efeitos de tempo de sonicação e porcentagem de cera saponificada não foi observada variação significativa. Em contrapartida, para os valores de b houve aumento com a porcentagem de cera saponificada e leve diminuição com o tempo de sonicação. A opacidade dos filmes quando se aplica até 20 min de sonicação, mas aumenta para tempos maiores. Assim, o uso de ultrassons na dispersão da cera no biopolímero deve ser realizado com atenção ao tempo de sonicação. O percentual de saponificação da cera não afetou significativamente a opacidade.