Ectoparasitos em equídeos atendidos, no Hospital Veterinário da UFERSA, RN, Brasil
Nadja Nayane Rodrigues Gonçalves
Maria Eduarda Rodrigues Conceição
Enilson Cláudio da Silva Júnior
Bruna Rafaela Medeiros Gomes
Josivania Soares Pereira
Palavras-chave: Array, Array, Array
Resumo
INTRODUÇÃO: Os equídeos são suscetíveis a ectoparasitos desencadeadores de parasitoses. Em Mossoró/RN, a criação de equídeos desempenha um papel importante na economia local, pois estes animais são utilizados em vaquejada e como meio de transporte de algumas populações. Considerando que nesta cidade, muitos destes animais são levados ao Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (HOVET/UFERSA) para atendimento clínico, decidiu-se fazer, como forma de auxiliar no direcionamento de tratamento mais específico e acertado para os ectoparasitos encontrados, um estudo de acompanhamento ectoparasitólogico. OBJETIVO: objetivou-se identificar ectoparasitos em equídeos atendidos, no HOVET/UFERSA. MATERIAIS E MÉTODOS: Todos os procedimentos seguiram as normas da Comissão de Ética no Uso de Animais em Pesquisa (CEUA) da UFERSA, sob parecer 22/2024, PIA10013-2024. Durante o período de julho de 2024 a janeiro de 2025, realizou-se inspeção corpórea em 12 equídeos que chegaram ao HOVET/UFERSA para atendimento clínico. Cada um deles passaram por coleta de swab auricular e remoção mecânica de ectoparasitos, se presentes. As amostras foram identificadas por morfologia, auxiliada por estereomicroscopia, microscopia óptica de luz e chaves taxonômicas específicas. RESULTADOS: De todos os animais analisados, os swabs auriculares foram negativos. Apenas dois animais apresentaram positividade para ectoparasitos. Estes corresponderam a carrapatos Dermacentor nitens, sendo 18 larvas, 44 ninfas, 12 fêmeas e 6 machos. Os diagnósticos realizados foram relevantes para os animais em atendimento, pois melhores medidas de manejo e tratamento foram traçadas e auxiliaram no controle de D. nitens. Fato este que contribuiu para que os animais atendidos não desenvolvessem algo mais grave, a exemplo da piroplasmose equina, veiculada por esta espécie de carrapato. CONCLUSÕES: As relações parasitárias registradas neste trabalho foram fundamentais para orientar os médicos veterinários no tratamento dos animais; bem como os proprietários a respeito da adoção de práticas de manejo mais eficazes para o controle da espécie de carrapato identificada.