TEMPO DE COLHEITA COMO MODULADOR DE FITOQUÍMICOS EM CULTIVARES DE BATATA DOCE PARA A INDÚSTRIA

Autores

  • Valécia Nogueira Santos e Silva Department of Plant Sciences, Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró, RN https://orcid.org/0000-0002-8657-9126
  • Kelem Silva Fonseca Academic Unit of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE https://orcid.org/0000-0002-7136-8748
  • Sarah Alencar de Sá Academic Unit of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE https://orcid.org/0000-0002-5418-1842
  • Jheizon Feitoza do Nascimento Souza Academic Unit of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE https://orcid.org/0000-0003-0657-5545
  • Aurélio Paes Barros Júnior Department of Plant Sciences, Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró, RN https://orcid.org/0000-0002-6983-8245
  • Adriano do Nascimento Simões Academic Unit of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE https://orcid.org/0000-0001-8438-2621

Palavras-chave:

Ipomoea batatas (L.) Lam. Escurecimento. Carotenóides. Compostos fenólicos.

Resumo

Como alimento fresco, a batata-doce se destaca pelo sabor e aparência. Na indústria, é valorizado por seu teor de amido e açúcar. Em ambos os cenários, muita atenção tem sido dada à composição dos compostos bioativos. A aplicação de estresses abióticos parece induzir uma superprodução desses compostos em algumas hortaliças. O objetivo foi examinar a influência da época de colheita na síntese e acúmulo de compostos bioativos em variedades de batata-doce minimamente processadas com diferentes cores de polpa. As cultivares de batata-doce: Beterraba, Jerimum, Mãe de Família Roxa e BRS Cuia foram colhidas aos 120, 150 e 180 dias após o plantio, submetidas ao processamento mínimo e armazenadas a 5 ºC por 10 dias. A época mais recomendada para a colheita da batata-doce em condições semi-áridas para a indústria de processamento mínimo foi entre 150 e 180 dias, período em que a batata-doce apresentou melhor qualidade para consumo in natura em destaque para 'Mãe de Família Roxa' e 'Jerimum'. A ‘BRS Cuia’ colhida aos 120 dias apresentou os maiores teores de compostos fenólicos, as maiores atividades das enzimas polifenoloxidase e peroxidase e os sintomas de escurecimento mais intensos, podendo ser utilizado como matéria-prima para a extração de compostos fenólicos de interesse, além do amido. A ‘Beterraba’ apresentou baixos valores de açúcar, tornando-os desfavoráveis para consumo in natura ou processamento mínimo. No entanto, esta cultivar também apresentou um alto teor de carotenóides, tornando-os biofábricas para as indústrias alimentícia e farmacêutica.

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Publicado

20-09-2022

Edição

Seção

Nota Técnica