Tratamento da Estenose Esofágica em cão através da dilatação via endoscopia: relato de caso

  • Carlos Eduardo Cotias Médico Veterinário Autônomo
  • Alexandre Martins Ferreira Médico Veterinário Autônomo
  • Carlos Augusto Santos Sousa Discente do Programa de Pós-graduação em Biologia Animal - Departamento de Biologia Animal - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Marcelo Abidu Figueiredo Docente da Área de Anatomia Animal – Departamento de Biologia Animal – Instituto de Biologia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Resumo

Este relato aborda o tratamento da estenose esofágica em uma cadela através da dilatação via endoscopia. Foi encaminhado ao Centro de Diagnostico Veterinário H & Diagnóstico localizado no Rio de Janeiro, uma cadela castrada da raça West Highland Terrier, cinco anos de idade, apresentando regurgitação, emagrecimento e apetite voraz. Foi realizado exame radiográfico simples onde não demonstrou alterações significativas, sendo sugerida a esofagoscopia e a gastroscopia. Respeitando jejum alimentar de 12 horas e 6 horas de jejum hídrico e risco cirúrgico, o animal foi submetido ao primeiro exame endoscópico no qual foi constatada a estenose. Apos o diagnostico, foi executada a técnica de dilatação, com a sonda de Foley (3ml) em primeira circunstância, e em seguida com o tubo endotraqueal (nº8, nº9 e nº9.5). Sendo feita a dilatação do anel estenosado, percorreu-se com o endoscópio ao estômago para a colocação da sonda de Pezzer (18 Fr) percutânea via endoscopia. Como protocolo, foi introduzida a terapia medicamentosa via sonda para auxiliar na recuperação do foco lesado. Sete dias após a primeira técnica de dilatação, um segundo procedimento foi realizado onde constatou-se diminuição do anel fibroso, sendo utilizado tubo endotraqueal tamanho 8.Posteriormente à segunda dilatação, foi evidenciado sucessivo progresso em seu tratamento, até a sexta dilatação, onde a estenose se tornava imperceptível .No presente estudo o tratamento via dilatação por endoscopia ocorreu de forma eficaz e minimamente invasivo, fazendo com que o tratamento fosse bastante confiável para a obtenção de um prognóstico favorável.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Cotias, Médico Veterinário Autônomo
Médico Veterinário Autônomo
Alexandre Martins Ferreira, Médico Veterinário Autônomo
Médico Veterinário Autônomo
Carlos Augusto Santos Sousa, Discente do Programa de Pós-graduação em Biologia Animal - Departamento de Biologia Animal - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Discente do Programa de Pós-graduação em Biologia Animal - Departamento de Biologia Animal - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Marcelo Abidu Figueiredo, Docente da Área de Anatomia Animal – Departamento de Biologia Animal – Instituto de Biologia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Docente da Área de Anatomia Animal – Departamento de Biologia Animal – Instituto de Biologia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Publicado
2015-07-16
Seção
Clinical Reports / Casos Clínicos