Diagnóstico de parasitoses gastrintestinais de felinos e comparação entre técnicas coproparasitológicas

  • Érica de Souza Ribeiro UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
  • Alessandro Francisco Talamini do Amarante UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Anna Claudia Marques Serrano UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Cilene Vidovix Táparo UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Julia Cestari Pierucci UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Lucas Vinicius Shigaki de Matos UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Mirian Naomi Ishizaki UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Katia Denise Saraiva Bresciani UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Resumo

Nós comparamos a eficiência dos métodos de Willis-Mollay, Faust, Sedimentação e Exame Direto no diagnóstico de infecções por helmintos e protozoários em felinos. Um total de 167 gatos domiciliados do Município de Araçatuba, São Paulo, foram examinados por meio das técnicas supramencionadas, sendo que as comparações entre as mesmas foram efetuadas pelo teste Qui-Quadrado (χ2) e pela prova Q de Cochran. Não foi detectada infecção, em 47 (23.7%) dos 198 gatos examinados. Ancylostoma spp. foi o principal parasito de gatos, tendo ocorrido em 129 animais (65,2%), seguido por Cystoisospora spp. em 61 (30,8%), Dipylidium caninum em 18 (9,1%), Toxocara cati em 9 (4,5%), Taenia spp. em 9 (4,5%), Sarcocystis spp. em 2 (1,0%) e Giardia spp. em 2 (1,0%). Não foi observada associação entre os parasitos diagnosticados e a raça, sexo e idade dos animais examinados (P> 0,05). A técnica de Willis teve maior eficiência para o diagnóstico de Ancylostoma spp. (76=45,5%), enquanto o Exame Direto mostrou-se o menos eficiente (49=29,3%). As técnicas de Willis e Faust foram superiores na detecção de Cystoisospora spp. e apresentaram a mesma positividade (30=18,0%). A maioria dos casos de Dipylidium caninum foi diagnosticada pela técnica de Sedimentação (14=8,4%). Nós recomendamos a associação das técnicas de Willis e Sedimentação para o diagnóstico de parasitos gastrintestinais de felinos.

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Biografia do Autor

Érica de Souza Ribeiro, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Alessandro Francisco Talamini do Amarante, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Parasitologia, Instituto de Biociências de Botucatu, Botucatu, São Paulo, Brasil.
Anna Claudia Marques Serrano, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Cilene Vidovix Táparo, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Julia Cestari Pierucci, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, São Paulo, SP, Brasil.
Lucas Vinicius Shigaki de Matos, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, São Paulo, SP, Brasil
Mirian Naomi Ishizaki, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Katia Denise Saraiva Bresciani, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil
Publicado
2016-01-01
Seção
Original Articles / Artigos de Pesquisa