Fontes de cálcio complexadas melhoram a qualidade das mudas de maracujazero-azedo sob estresse salino
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915221rcPalavras-chave:
Passiflora edulis Sims. Agentes complexantes. Cultivares. Fertilização com cálcio. Salinidade da água.Resumo
O estresse salino é uma das principais limitações para a expansão das áreas de maracujazeiro-azedo na região semiárida do Brasil. Estudos têm mostrado que a aplicação de cálcio reduz os efeitos deletérios da salinidade, especialmente quando são utilizadas fontes de rápida disponibilidade e absorção. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de fontes de cálcio complexadas sobre o crescimento e a qualidade de mudas de maracujazeiro-azedo sob estresse salino. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, em um arranjo fatorial 2 × 2 × 3, relacionado a duas cultivares de maracujazeiro-azedo (BRS GA1 e BRS SC1), dois níveis de salinidade da água (0,5 e 4,0 dS m⁻¹), e fontes de cálcio complexado (sem cálcio, complexado em ácidos orgânicos, e complexado em aminoácidos). Os parâmetros avaliados foram: altura, diâmetro do caule, comprimento de raiz, área foliar, massa de matéria seca (parte aérea, raiz e total), e índice de qualidade de Dickson. Os resultados indicam que a água de irrigação com salinidade de 4,0 dS m⁻¹ afeta negativamente o crescimento e a qualidade das mudas de maracujazeiro-azedo, reduzindo a altura das plantas em 72,44% na BRS GA1 e 58,76% na BRS SC1 no tratamento sem cálcio. Sob condições salinas, o cálcio complexado em ácidos orgânicos mostrou efeitos mitigadores mais consistentes, aumentando a massa seca total em 43,77% em comparação ao tratamento sem cálcio. O uso de cálcio complexado com ácidos orgânicos representa uma estratégia promissora para mitigar o estresse salino durante o estágio de muda do maracujá-azedo.
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