FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLOGIA DO COMPONENTE LENHOSO DA MATA CILIAR DO RIACHO DE BODOCONGÓ, SEMIÁRIDO PARAIBANO

  • Dilma Maria de Brito Melo Trovão
  • Ákila Macedo Freire
  • José Iranildo Miranda de Melo
Palavras-chave: Florestas ripárias, caatinga, Paraíba, Nordeste, Brasil.

Resumo

As matas ciliares não se encontram distintas em relação ao estado de conservação quando comparadas as outras áreas vegetadas do semi-árido, apresentando-se bastante antropizadas, e paradoxalmente bem menos estudadas que as demais. A composição florística e o estudo fitossociológico do componente lenhoso da mata ciliar do Riacho Bodocongó, semiárido do Estado da Paraíba, foi determinada a partir da inserção de 4 transectos perpendiculares ao curso d’água, distribuídos ao longo do seu leito, e em cada transecto foram plotadas três parcelas medindo 10 x 20 m. Utilizou-se o programa Mata Nativa II para o cálculo dos parâmetros fitossociológicos. A vegetação analisada está representada por 357 indivíduos, pertencentes a 17 espécies, 16 gêneros e 7 famílias. As espécies que apresentaram o maior número de indivíduos foram: Prosopis juliflora (221), Croton sonderianus (52), Pithecellobium dulce (20) e Ziziphus joazeiro (14). Prosopis juliflora ocorreu em todas as áreas de estudo, demonstrando o seu caráter de invasora e ainda a susceptibilidade de áreas antropizadas a espécies invasoras. O valor de importância (VI) mais elevado foi de Prosopis juliflora (49,22%), seguida de Ziziphus joazeiro, Croton sonderianus e Pithecellobium dulce. A mata ciliar do Riacho Bodocongó apresenta composição florística pouco expressiva, o que provavelmente está associado à degradação resultante da ação humana.
Publicado
2010-08-01
Seção
Ciências Florestais