CARACTERIZAÇÃO E GÊNESE DE SOLOS DA SERRA DE SANTANA, SERIDÓ POTIGUAR

Palavras-chave: Latolização. Processos pedogenéticos. Rochas sedimentares.

Resumo

O Rio Grande do Norte possui formações serranas que diferem das condições edafoclimáticas predominantes no estado, apresentando solos mais profundos, ácidos e clima mais ameno. Dentre estas formações, destaca-se a Serra de Santana, que está inserida na Formação dos Martins. Com isto, objetivou-se neste trabalho interpretar a pedogênese dos solos representativos da Serra de Santana através da caracterização morfológica, física e química de perfis de solos e relacionar a influência de tais atributos na distribuição das pedoformas ao longo da paisagem, utilizando ferramentas de análise multivariada. Foram realizadas análises morfológicas, físicas e químicas de sete perfis de solos que compõem a Serra de Santana, os quais foram classificados de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação do Solo e os dados submetidos a análise multivariada. As classes de solos representativas foram classificadas como: LATOSSOLO AMARELO Distrófico argissólico; LATOSSOLO AMARELO Eutróficoargissólico; NEOSSOLO QUARTZARÊNICO Órtico típico; NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico fragmentário; NEOSSOLO REGOLÍTICO Eutrófico típico e CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutróficoléptico. Ao observar os atributos morfológicos percebeu-se que houve grande influência do material de origem na distinção das principais classes de solo encontradas na Serra. A classe textural dos perfis variou de areia a franco-argilo-arenosa. Em relação aos atributos químicos, todos os perfis apresentaram reação ácida, grande variação de saturação por bases entre os perfis e baixos valores de condutividade elétrica. A análise multivariada estabelece grupos de perfis de solos representativos da Serra de Santana através da distinção de atributos físicos e químicos principalmente dos horizontes subsuperficiais diagnósticos.

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Publicado
17-10-2018
Seção
Engenharia Agrícola