MORFOLOGIA DE FRUTOS, SEMENTES, PLÂNTULAS E GERMINAÇÃO DAS SEMENTES DE Psidium sobralianum DO VALE DO SÃO FRANCISCO, BRASIL

Palavras-chave: Myrtaceae. Araçá. Teste de vigor. Teste de embebição.

Resumo

O Nordeste do Brasil é a segunda região em número de espécies registradas da família Myrtaceae, porém a Caatinga está bastante degradada, o que dificulta a preservação das espécies deste grupo. Objetivou-se caracterizar a morfologia de frutos, sementes, plântulas e a germinação de araçá (Psidium sobralianum) do vale do São Francisco. Os frutos foram coletados na Embrapa Semiárido, Petrolina, PE e submetidos as análises: formato, consistência e número de sementes por fruto; forma, cotilédones, hilo, eixo hipocótilo-radícula e tipo de embrião das sementes; coloração do epicarpo, mesocarpo, endocarpo e semente; diâmetros longitudinal, transversal e ventral de frutos e sementes; massas frescas e secas de frutos, polpa e sementes; teste de germinação; primeira contagem; índice de velocidade de germinação; comprimento das partes aérea e radicular; massas frescas e secas aérea e radicular; teste de embebição. P. sobralianum possui fruto solanídio, pétalas persistentes, formato globular, polispérmico, composto de epicarpo, mesocarpo, endocarpo e sementes. O epicarpo tem coloração verde com laranja, mesocarpo verde-claro e endocarpo branco. Sementes com aspecto piloso e ósseo, embrião pimentoide, cotilédones foliáceos, presença de opérculo, hilo e tegumento amarelo-claro. Germinação epígea fanerocotiledonar, com protrusão radicular a partir dos 26 dias após a semeadura (DAS), radícula curta, glabra, espessa, ápice arredondado e verde-claro. A germinação é lenta, provavelmente devido a barreira mecânica do tegumento, estabilizando-se apenas aos 90 DAS.

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Publicado
17-10-2018
Seção
Ciências Florestais