FONTES E CONCENTRAÇÕES DE FUNGICIDAS CÚPRICOS NO CONTROLE DA MANCHA PRETA DOS CITROS

Palavras-chave: Citrus sinensis. Phyllosticta citricarpa. Cobre metálico.

Resumo

A mancha preta dos citros é uma doença severa para a citricultura do Estado de São Paulo. Parte do seu manejo é focado no controle químico usando fungicidas cúpricos e estrobilurinas. Este trabalho teve o objetivo de avaliar a eficácia de três fontes e três concentrações de fungicidas cúpricos (hidróxido de cobre, oxicloreto de cobre e óxido cuproso). Frutos de laranjeira ‘Pera’ foram ensacados nas plantas seguido de tratamento com fungicida cúprico. Posteriormente, após zero; sete; 14; 21 e 28 dias tais frutos foram inoculados com Phyllosticta citricarpa (1x104 conídios mL-1), por pulverização, seguido de novo ensacamento. A avaliação da incidência e severidade da doença ocorreu na colheita dos frutos. Um segundo experimento, sob infecção natural, foi constituído pelos mesmos tratamentos, sendo os fungicidas aplicados nos estádios F1 (queda de pétalas) e F2 (frutos com 1cm de diâmetro) mediante pulverização tratorizada e vazão média 7,35 L calda planta-1. Subsequentemente, e de forma semelhante para todos os tratamentos, foram realizadas quatro aplicações de azoxistrobina (30 g de i.a./ha) acrescida de óleo mineral a 0,25%. Foram realizadas quatro avaliações mensais para determinação da incidência e severidade dos sintomas. Concluiu-se que: as pulverizações iniciais com fungicidas cúpricos são fundamentais para o controle da mancha preta dos citros; independente das condições de condução, para ambos os ensaios o fungicida hidróxido de cobre propiciou a melhor resposta de controle da mancha preta dos citros com a menor dosagem de cobre metálico (43,7 g de Cu++100L-1).

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Publicado
2020-02-14
Seção
Agronomia