DISSIMILARIDADE GENÉTICA PARA RESISTÊNCIA A DOENÇAS FOLIARES ASSOCIADO AO POTENCIAL AGRONÔMICO EM MILHO

Palavras-chave: Diversidade genética. Melhoramento genético. Análise multivariada. Zea mays L.

Resumo

No presente trabalho objetivou-se avaliar a diversidade genética entre famílias de meios irmãos de milho para resistência a doenças foliares associada ao seu potencial agronômico, identificando grupos de famílias que possam ser utilizadas como fontes de resistência na cultura do milho. Os experimentos foram conduzidos na área experimental da Universidade Federal de Goiás na Regional Jataí, em Jataí (GO), constituído por 182 famílias de meios-irmãos de milho e dois híbridos comerciais como testemunha. As 182 famílias de meios-irmãos foram divididas em três experimentos com 60, 60 e 62 famílias, respectivamente. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com três repetições. Foram avaliados oito caracteres quantitativos e quatro doenças foliares. Foi utilizada a técnica de análise multivariada para medir a divergência genética para as quatro doenças foliares representada pela distância generalizada de Mahalanobis. Com base na matriz de dissimilaridade genética foi construído o dendrograma pelo método de agrupamento da distância média entre grupos (UPGMA). Após a definição dos grupos, realizou-se a análise de variância univariada, a fim de avaliar os efeitos dos grupos sobre cada caráter estudado. Foram realizadas comparações entre as médias dos grupos, utilizando-se do teste de Tukey (p<0,05). A incidência de mancha branca (32.53%) foi a doença que mais contribuiu para a divergência total entre as famílias. O grupo 10 destacou-se dentre os demais como fonte de resistência para o complexo de doenças associado a produtividade. A variabilidade genética das famílias para o complexo de doenças foliares revela potencial para futuros estudos voltados para piramidação de genes.

 

Referências

ALVES, R. C; REIS, E. F; PINTO, J. F. N. Genetic divergence in pepper genotypes from southwest Goiás. Ciência e Agrotecnologia, 36: 498-506, 2012.

AGROCERES. Guia Agroceres de sanidade. Sementes Agroceres, São Paulo, 1996. 72 p.

CAMPBELL, C. L; MADDEN, L. V. Introduction to plant disease epidemiology. John Willey & Sons, Nova York, Brasil, 1990. 532 p.

CÁRDENAS, F. E. N. Valor genético de populações de milho adaptadas para a região sudoeste de Goiás. 2005. 169 f. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Piracicaba, 2005.

CASELA, C. R. Variabilidade genética de patógenos e resistência de cultivares. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE MILHO SAFRINHA, 8., 2005, Campinas. Anais... Campinas: IAC, 2005. p. 19 189-194.

CASELA, C. R.; FERREIRA, A. S.; PINTO, N. F. J. A. Doenças na cultura do milho. Embrapa Milho e Sorgo-Circular Técnica (INFOTECA-E), 2006. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490415/1/Circ83.pdf> Acesso em: 23 mai. 2019.

CIAMPITTI, I. et al. Anormalidades em espigas de milho. 1. ed. Kansas, Missouri: K-State Research and Extension, 2015, 15 p.

CRISPIM FILHO, A. J. Estimação de parâmetros genéticos e análise de trilha em uma população de milho com potencial para seleção recorrente. 2018. 99 f. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas) Universidade Federal do Goiás, Goiânia, 2018.

CRUZ, C. D. Genes - a software package for analysis in experimental statistics and quantitative genetics. Acta Scientiarum, 35: 271-276, 2013.

CRUZ, C. D.; CARNEIRO, P. C. S.; REGAZZI, A. J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 3. ed. rev. e ampl. Viçosa, MG: Ed. UFV, 2014. v. 2, 668 p.

CUNHA, B. A. D. et al. Influência da época de semeadura na severidade de doenças foliares e na produtividade do milho safrinha. Summa Phytopathologica, 45: 424-427, 2020.

EDWARDS, J. Changes in plant morphology in response to recurrent selection in the Iowa Stiff Stalk Synthetic maize population. Crop Science, 51: 2352-2361, 2011.

GURGEL, F. L.; FERREIRA, D. F.; SOARES, A. C. S. O coeficiente de variação como critério de avaliação em experimentos de milho e feijão. Embrapa Amazônia Oriental. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento (INFOTECA-E), 2013. 120 p. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/955896>. Acesso em 20 mai. 2019.

HARTLEY, H. O. The use of range in analysis of variance. Biometrika. 37: 271-280, 1950.

MARTINELLO, G. E. et al. Divergência genética em acessos de quiabeiro com base em marcadores morfológicos. Horticultura Brasileira, 20: 52-58, 2002.

MOJENA, R. Hierarchical grouping methods and stopping rules: an evaluation. The Computer Jornal, 20: 359-363, 1977.

NGUGI, K. et al. Anthesis to silking interval usefulness in developing drought tolerant maize. Jornal of Renewable Agriculture, 84: 90-90, 2013.

NICK, C. et al. Divergência genética entre subamostras de mandioca. Bragantia, 69: 289-298, 2010.

PROTÁSIO, T. P. et al. Classificação de clones de Eucalyptus por meio da relação siringil/guaiacil e das características de crescimento para uso energético. Scientia Florestalis, 45: 327-341, 2017.

RAMALHO, M. A. P et al. Aplicações da genética quantitativa no melhoramento de plantas autógamas. 1.ed. Lavras, MG: UFLA, 2012. 522 p.

REIS, E. F. et al. Characteristicas of 137 macaw palm (Acrocomia aculeata) fruit accessions from Goias, Brazil. Comunicata Scientiae, 10: 117-124, 2019.

REIS, E. F. et al. Genetic diverstiy of macaúba fruits from 35 municipalities of the state of Goiás, Brazil. Pesquisa Agropecuária Brasileira. Brasília, 52: 277-282, 2017.

SAS INSTITUTE (Cary, Estados Unidos). SAS/STAT user’s guide. Cary, 2000. CD-ROM

SINGH, D. The relative importance of characters affecting genetic divergence. Indian Journal of Genetics and Plant Breeding, 41: 237-245, 1981.

TEIXEIRA, F. F. et al. Diversidade genética entre acessos do Banco Ativo de Germoplasma de Milho com grãos brancos do tipo dentado. Embrapa Milho e Sorgo-Documentos (INFOTECA-E), 2019. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1111013>. Acesso em 30 jan. 2020.

VIEIRA, R. A et al. Resistência de híbridos de milho-pipoca a Exserohilum turcicum, agente causal da helmintosporiose do milho. Scientia Agraria, 10: 391-395, 2009.

WANG, H. et al. Heterotic loci identified for plant height and ear height using two CSSLs test populations in maize. Journal of Integrative Agriculture, 15: 2726-2735, 2016.

WORDELL FILHO, J. A. et al. Pragas e doenças do milho: diagnose, danos e estratégias de manejo. Florianópolis: Epagri, 2016. Disponível em: <http://ciram.epagri.sc.gov.br/ciram_arquivos/arquivos/agroconnect/boletins/BT_PragasDoencasMilho.pdf>. Acesso 15 ago. 2018.

Publicado
2020-10-21
Seção
Agronomia