O hidrogel auxilia na mitigação e recuperação de Eugenia myrcianthes Nied. sob estresse hídrico?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252024v3712000rcPalavras-chave:
Alagamento. Pessegueiro-do-mato. Resiliência. Déficit hídrico. Polímero hidroretentor.Resumo
O déficit hídrico ou alagamento podem ocasionar danos nas plantas, como Eugenia myrcianthes Nied. Assim, o conhecimento de tecnologias que possam mitigar os danos causados pelo estresse é necessário para o cultivo ex situ dessas espécies. Objetivou-se avaliar o potencial do hidrogel (H) em mitigar o estresse hídrico e de auxiliar na recuperação de mudas de Eugenia myrcianthes Nied. sob flutuações hídricas. As mudas foram separadas em três regimes hídricos: R1) irrigação contínua (controle), R2) Estresse intermitente: caracterizado por dois ciclos de estresse, sendo o primeiro a restrição hídrica, e o segundo alagamento (Estresse hídrico) e R3) Estresse intermitente + Hidrogel - Forth® gel (Estresse + H). As avaliações foram realizadas em seis épocas: tempo zero, 1ª fotossíntese zero (F0), 1ª recuperação (REC), 2ª F0, 2ª REC e FINAL. Foram avaliadas características fotoquímicas, morfológicas e antioxidantes. As mudas de E. myrcianthes responderam às flutuações hídricas, havendo redução das trocas gasosas. As plantas sob estresse, independente do H, aumentaram a atividade das enzimas superóxido dismutase, peroxidase e do conteúdo do aminoácido prolina. Conclui-se que mudas de E. myrcianthes apresentaram mudanças fisiológicas quanto ao déficit hídrico e alagamento, mas o H não contribuiu em aliviar o déficit hídrico sobre as trocas gasosas e não prejudicou no alagamento. As mudas apresentaram sobrevivência, retomada do metabolismo após as condições estressantes demonstrando capacidade de resiliência por plasticidade fisiológica, independente do uso do hidrogel.
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