Frequência de irrigação e uso de polímero hidrorretentor na produção de porta-enxertos de goiabeira
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252025v3813036rcPalavras-chave:
Psidium guajava L. Turno de rega. Hidrogel. Produção de mudas. Eficiência hídrica.Resumo
A escassez de água no semiárido brasileiro prejudica a produção de porta-enxertos de frutíferas. Assim, o uso de novas tecnologias, como polímeros hidrorretentores, torna-se essencial para melhorar o manejo da água e o desempenho das culturas. Nesse contexto, objetivou-se avaliar diferentes usos de polímero hidrorretentor e frequências de irrigação na produção de porta-enxertos de goiabeira. O experimento foi realizado em viveiro, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 3, correspondendo a quatro doses do polímero hidrorretentor (0,0; 1,0; 2,5 e 5,0 g L−1) e três frequências de irrigação (F1 – irrigação diária, F2 – irrigação em dias alternados e F3 – irrigação a cada dois dias), com quatro repetições. Foram avaliados a altura de plantas (ALT), diâmetro do caule (DC), número de folhas, comprimento da raiz (CR), massa seca do porta-enxerto, relação ALT/DC, relação ALT/MSPA, relação MSPA/MSR e índice de clorofila total (IC). A aplicação do polímero hidrorretentor independente da dose afetou negativamente o crescimento dos porta-enxertos em F1, porém o CR diminuiu com o aumento das doses de hidrogel em todas as frequências de irrigação. A aplicação do polímero hidrorretentor combinado com as frequências de irrigação reduzidas, destacou-se pelo maior acúmulo de massa seca total nos porta-enxertos. A dose do polímero hidrorretentor de 1,9 g L−1 aumentou o IC quando os porta-enxertos foram irrigados em dias alternados e a cada dois dias. A dose de 1 g L−1 do polímero hidrorretentor associado a frequência de irrigação em dias alternados, proporcionou os melhores desempenhos na produção de porta-enxertos de goiabeira.
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