Revolucionando o cultivo da melancia: aproveitando o poder das nanopartículas de Lithothamnium calcareum
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3914341rcPalavras-chave:
Alga calcária. Citrullus lanatus L. Fertilizante. Suspensão concentrada. Pó micronizado.Resumo
Lithothamnium calcareum, uma alga marinha, pode ser usada como uma ferramenta de baixo custo e ecologicamente correta para ajustar o solo, melhorando o desenvolvimento das culturas e atendendo às necessidades de cálcio das plantas em solos ácidos. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de diferentes dosagens, formulações e intervalos de aplicação de L. calcareum no desenvolvimento de plantas de melancia. Dois experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado. No primeiro, diferentes formulações e dosagens de L. calcareum foram avaliadas: pó micronizado (MP: 50 Kg ha-1), suspensão concentrada (CS: 10 L ha-1, 20 L ha-1 e 30 L ha-1) e nanopartículas (1 Kg ha-1, 5 Kg ha-1 e 10 Kg ha-1). No segundo experimento, as formulações de MP, CS e nanopartículas foram avaliadas em três intervalos de aplicação (7+7+7+7, 10+10+10 e 14+14 dias). Os resultados indicaram que a aplicação do nível 5 L ha⁻¹ resultou em maior comprimento da parte aérea, sendo 45% superior ao controle. A formulação Nano (1 kg ha⁻¹) promoveu o melhor desempenho do sistema radicular, apresentando uma massa seca de raiz três vezes maior que a do tratamento controle. No segundo experimento, o intervalo de aplicação de sete dias associado à formulação Nano proporcionou o maior incremento na massa seca da raiz (0,42 g). Conclui-se que o uso de L. calcareum em nanopartículas na dose de 1 kg ha⁻¹ com intervalos de 7 dias é a estratégia mais eficiente para otimizar o desenvolvimento radicular da melancia, configurando-se como uma ferramenta viável para a produção orgânica.
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