Policentrismo interamericano

diálogos entre Elinor Ostrom e a Corte Interamericana de Direitos Humanos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21708/issn2526-9488.v10.n19.p291-311.2026

Resumen

A Corte Interamericana de Direitos Humanos possui importante jurisprudência ambiental. No entanto, seja em decorrência das sentenças emitidas pela Corte, seja por meio das suas Opiniões Consultivas, tais orientações não são plenamente concretizadas por parte dos países membros do SIDH, que insistem em manter uma relação disfuncional com os direitos ambientais, resultando, muitas vezes, em um cenário de “tragédia dos comuns”, conceito desenvolvido pelo ecologista Hardin, para exemplificar cenários de superexploração dos ecossistemas. Já existem, contudo, soluções para tal “tragédia dos comuns”. Nesse sentido, a cientista política Elinor Ostrom tornou-se a primeira mulher a vencer “Prêmio Nobel da Economia” ao desenvolver oito princípios capazes de orientar a superação da tragédia dos comuns e a implementação de uma governança policêntrica em matéria ambiental. O presente artigo, assim, objetiva propor um diálogo entre a doutrina de Ostrom e a jurisprudência da Corte Interamericana, de modo que os estudos empíricos realizados pela cientista possam contribuir para a concretização da jurisprudência da Corte IDH. Para isso, utiliza-se de uma metodologia hipotética dedutiva, com fontes bibliográficas e documentais. Como resultado, constatou-se uma gama de intersecções entre os estudos de Ostrom e as recomendações da Corte, que, sob o viés crítico necessário, podem contribuir para o avanço na proteção jurídica ambiental interamericana.

Biografía del autor/a

Laura Gabriella Muniz da Silva, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPE, Centro de Ciências Jurídicas, Faculdade de Direito do Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, 50050-060, Brasil. Bolsista CAPES, mestrado. Advogada.  Pesquisadora voluntária do Laboratório de Pesquisa em Desenhos Institucionais (LAPEDI), cadastrado no CNPQ. Extensionista do programa de extensão Acesso ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos (aSIDH-UFPE), no eixo Direitos Humanos e Meio Ambiente. 

Flavianne Fernanda Bitencourt Nóbrega, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Professora da graduação, mestrado e doutorado do Centro de Ciências Jurídicas, Faculdade de Direito do Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, 50050-060, Brasil. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito stricto sensu da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenadora do Programa de Extensão “Acesso ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos – ASIDH” e líder do “Laboratório de Pesquisa em Desenhos Institucionais”, cadastrado no diretório de grupos do CNPq, ambos certificados pela UFPE. Pós-doutorado no Max Planck Institute for Comparative and International Private Law – Hamburg, com bolsa da Max Planck Society. Doutora em Direito pela UFPE, com período sanduíche na Bucerius Law School, Hamburg, pelo DAAD, na Alemanha. Mestre em Ciência Política pela UFPE e Mestre em Direito pela UFPE. Advogada.

Publicado

2026-06-16

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